Posts em maio, 2006

Seção nova: um dedo de prosa

A imprensa traz hoje uma pilha de coisas interessantíssimas a se comentar. Protestos estudantis no Chile; crise nas universidades do Rio de Janeiro; no mesmo Estado, uma governadora diabólica cortando em 50% a verba dos museus; circo armado, pronto para o julgamento de Mlle. Baronesa Vermelha (e bota vermelho nisso).
Mas hoje não vai ser possível [...]

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Seção Versos subcutâneos: Coração de fecílimas

Adoro usar palavras que não existem no meio de outras que existem, mas fora de seu sentido usual. Tem gente que torce o nariz, xinga, esperneia… Não posso fazer nada. Por mais que me digam que a poesia é feita de palavras, ninguém consegue me convencer que a essência das palavras preceda sua existência no [...]

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Só pode ser invenção do jornalista (tomara!)

Ontem, no Jornal do Brasil, uma das notícias mais engraçadas que já li. Quer dizer… engraçado não… isto é… terrível… mas é engraçado… não sei definir…
Ou seja: como diria Pirandello, seria cômico, se não fosse trágico.
Aparentemente, o famoso PCC de SP, aliado do CV do RJ (aquele que é inimigo do TC, ou 3C, do [...]

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Seção Versos subcutâneos: Descobertas

Para não me acusarem de negligenciar a parte literária do blog. Este é um pequeno poema que fiz em homenagem aos nossos filósofos e cientistas que desvendam os segredos do universo; exatamente: aqueles que talvez não devêssemos desvendar. Ou deveríamos?
Descobertas
Primeiro descobrimos que a TerraNão está no centro do Universo;Que giramos em torno do Sol;Que somos [...]

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Seção Pipoca no Escuro: Como atingir seu sonho, segundo O Homem que Copiava

Fim-de-semana passado em um delicioso sítio do interior, a menos de cem quilômetros da praça da Sé. Um lugar onde ver estrelas à noite não dá manchete no dia seguinte, tampouco ser mordido por um borrachudo. Tudo tem suas vantagens e desvantagens. E nesses últimos dois dias, as vantagens suplantaram com folga os desconfortos.
Aproveitei para [...]

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Seção Versos subcutâneos: À sintaxe do nunca

Tenho uma certa birra com os códigos da forma como são. Nós vivemos seus escravos, dependemos deles não apenas para a nossa comunicação, mas até para identificar e interpretar o mundo. Pode ser uma utopia da minha parte, mas sonho em romper com essas amarras. Vai mais uma pilha de versos:
À sintaxe do nuncaPercebi, ao [...]

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Seção gastronomia: Filé do Moraes

Oficialmente, o nome do restaurante é Rei do Filé. Mas todo mundo conhece como Moraes, que é mais ou menos um “subtítulo” da casa. Não adianta…
Fui hoje almoçar lá. Não o do centro, que fica diante de uma praça simpática, embora tomada pelos mendigos e caindo aos pedaços. Fui no da Al. Santos, mesmo. Não [...]

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Seção Gemäldegalerie: o ocultismo de Kupka

Sei que negligenciei a seção Gemäldegalerie durante uma semana inteira, mas tenho uma boa desculpa. František Kupka (ou Frank) (1871-1957) mudou tanto de estilo ao longo da vida que é difícil escolher um quadro representativo, ao contrário dos representantes anteriores desta seção. Mais conhecido pelos seus quadros abstratos e geométricos, o pintor checo (naquele [...]

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Seção diálogos: Escorchar ou não escorchar?

O cenário é a principal artéria financeira de uma lúgubre e atulhada cidade do terceiro mundo. O dia é frio, chove constantemente desde uma hora indizível da madrugada anterior. No horário de almoço dos inúmeros escritórios que se escondem no interior dos prédios escuros perfilados ao longo da avenida, um mar reluzente de guarda-chuvas negros [...]

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