Para os últimos miseráveis
Já virou madrugada. Alguns gatos-pingados insistem em vagar pela plataforma, esperando o último metrô. Ainda terão de perambular, os algarismos amarelos avisam, por mais oito minutos. Na superfície, reinam o vento e a chuva. O outono começou na data precisa. Os casacos, sobretudos e capas de chuva são negros, cinzentos, pardos. Reforçam a monotonia do [...]